terça-feira, 12 de maio de 2009

A necessidade da complementação e tutoria escolar

Profª Cristiana Passinato*

Nos últimos 15 anos, atuo no eixo Barra-Recreio - onde residi na maior parte desse tempo - como professora, tutora e orientadora dos estudos de muitos alunos na região. Percebe-se o crescimento imenso no número de escolas particulares, atendendo à demanda crescente da população, principalmente de jovens desses bairros.

Fato importante, porém há de se considerar que não há como acompanhá-lo a pequeno prazo, o que se acarreta na não adequação e na falta de infraestrutura das escolas de acordo com as exigências do seu público-alvo.

Muitos colégios possuem instalações, equipe, corpo docente, funcionários, coordenação pedagógica e direção muito competentes, porém o aumento de alunos repentinamente ou mesmo crescimento do bairro são fatores complexantes na qualidade do ensino oferecido.

Turmas grandes, professores distanciados dos alunos, realidade não só das escolas particulares dos locais que cito, mas de quadros e cenários globais e emergentes, muito avaliados por especialistas, médicos e ainda retratados na mídia. Até assunto de novela se tornou, vejam bem?

O que quero salientar é que a Educação tem que ser parceria: pai e mãe + Coordenação e Direção da Escola.

Seria perfeito se o ambiente escolar fosse ampliado para vida e cotidiano do aluno. A escola deveria ser inserida de forma agradável, bem como o pensador Daniels propôs em suas teorias e escola na Inglaterra, pois se inspirava e escrevia embasado na teoria de Vygotsky que preconizava uma escola como um ambiente mais social, socializante, acolhedor e atendendo às necessidades do indivíduo crescente, incompleto e ser formado, mesmo Daniels mostrando-se leitor assíduo e admirador da obra de Piaget que se restringia ao estudo da divisão do cérebro e da inteligência como algo mais biológico e científico, sem contar muito com as preocupações de Vygotsky, numa leitura mais referente à didática e não socialista da sua obra.

Sendo assim, seria interessante um tutor que orientasse aos alunos perante dificuldades e confusões em sala de aula, ou mesmo falta de maturidade e grau de independência encontrados. Um suporte, inclusive no meio mais agradável atualmente para os jovens e crianças que é a internet passou a ser visivelmente necessário e relevante para encontrá-los e trazê-los para o interesse para os estudos e assuntos escolares.

Com essa necessidade e a concorrência árdua dos “explicadores”, “professores particulares” e “apoios escolares” que se estabeleceram na região, estabeleceram-se pontes como tentativa de diferencial de relação mais atrativa e diferente com o meu alunado. Aproximação através de site que se atende às suas dúvidas por comentários, e-mail, Orkut, MSN, e outras ferramentas aproximando-os e efetuando uma comunicação muito melhor.

O maior comprometimento chegou a um ponto de muitos alunos marcarem suas aulas através do Orkut, comunicarem-se muito por MSN e e-mail, trazendo questões, mostrando mais interesse pelos assuntos estudados.

Ou seja, é urgente e necessária a diferenciação e ampliação dos canais de comunicação e aumento do leque de opções para o alunado e clientela no nosso bairro, pois o seu nível permite tais diferenciais e atrativos ao serviço de auxílio personalizado e em domicílio, não se destinando somente ao momento da aula em si, de duas ou uma hora.

Esse tipo de trabalho é feito com sucesso quando o professor pesquisa, procura sobre a metodologia, cria didaticamente artifícios e laços com professores do ambiente escolar, se comunica com diretores e coordenação pedagógica buscando o desenvolvimento completo do aluno e não só a reprodução dos conteúdos programáticos, tão somente afim de uma aprovação e resultados que venham a ser traduzidos em mais clientes, marketing e monetarização dessa atividade.

O marketing e resultados são advindos do resultado positivo de um trabalho mais interpessoal e amoroso perante o exercício do educar, ensinar e crescer junto.

Profª Cristiana de Barcellos Passinato é professora, bacharel e técnica em Química, ingressou esse ano no curso de Especialização em Polímeros, na UERJ. Escreveu um livro de poesias que foi editado pela USP e divulgado (destaque na Bienal de SP) pela EDUSP e ainda fundou e coordena a equipe do site Pesquisas de Química (http://pesquisasdequimica.com). Seu currículo Lattes (CNPq) pode ser apreciado em: http://lattes.cnpq.br/4511971498276781

http://crispassinato.wordpress.com/2009/05/12/a-necessidade-da-complementacao-e-tutoria-escolar/

quarta-feira, 15 de abril de 2009

PLANO DE APRENDIZADO 2009 - MAURO CESAR

Plano de Aprendizado 2009
Mauro Cesar
Data de Desenvolvimento do Plano: 15/04/2009
Data da Última Revisão do Plano: 15/04/2009
Rev 01
Escopo:
01) Desenvolver imersão sobre as Grandes Metas da Administração (da Brigada dos Renegados)
02) Leitura constante da Harvard Bussiness Review e da Management
03) Imersão sobre o SAI_ERP (Sistema da Bytec)
04) Auto-aprendizado sobre Gestão Administrativa e Financeira
05) Imersão sobre Gestão de Canais
06) Busca constante sobre as melhores práticas de gestão de fóruns e redes sociais.... Web2.0
07) Aprendizado on-the-job vinculado a projetos e investidas
08) Constante aprendizado sobre ERP e o mercado
09) Reler os livros: Os 7 Hábitos das Pessoas Altamente Eficazes // Primeiro o Mais Importante
10) Ler o Livro dos Espíritos
11) Desenvolver estudo sobre o livro Riqueza Revolucionária
12) Imersão sobre o e-Groupware (Ferramenta de Colaboração do Espaço Empresarial)

sexta-feira, 27 de março de 2009

Universidade desenvolve jogo que ensina a administrar empresas

quinta-feira, 26 de março de 2009, 19h29 - TI Inside

Um jogo de computador que simula a criação de uma empresa, para sua administração dentro de um mercado também virtual, foi desenvolvido por pesquisadores da Faculdade de Engenharia da Universidade Estadual Paulista (Unesp), no campus de Bauru, no interior de São Paulo.

Idealizado para apoiar a aprendizagem em áreas como gestão de empresas, processo decisório, gestão da produção, contabilidade e processo competitivo de mercado, o jogo, denominado Mercado Virtual, pode ser usado para apoiar o ensino de graduação, pós-graduação ou na atualização profissional.

De acordo com o autor do projeto, José de Souza Rodrigues, professor do Departamento de Produção da Faculdade de Engenharia, o uso de jogos representa um apoio importante ao processo de ensino-aprendizagem. “Trata-se de uma ferramenta que desempenha novas relações entre os alunos e os professores no âmbito das aprendizagens dos conteúdos programáticos. Ela cria um ambiente mais desafiador para todos e aumenta o interesse por aprender.”

O jogo foi projetado para ser usado em laboratório com acesso à internet, podendo tanto apoiar aulas presenciais como servir de vivência em plataformas de educação a distância. Além de ser um meio pelo qual se facilita o processo de ensino-aprendizagem, a própria ferramenta é objeto de estudo para o grupo de pesquisa na Unesp. “Queremos entender como as variáveis aluno, professor e ambiente interagem quando são usados jogos de empresas. A partir daí, a ideia é elaborar materiais didáticos de apoio aos usuários desse tipo de sistema”, explicou Rodrigues.

“No momento, estamos procurando analisar as decisões dos alunos com o objetivo de desenvolver novas habilidades para o jogo, fazendo com que o próprio sistema se torne capaz de detectar possíveis lacunas de aprendizagem no modo de decidir do aluno”, disse.

Com base em linguagens PHP e Delphi, de programação de computadores, o sistema foi desenvolvido por meio de uma parceria da Faculdade de Engenharia com o Colégio Técnico Industrial Isaac Portal Roldán (CTI), com apoio da Fapesp na modalidade Auxílio a Pesquisa. Com informações da Agência Fapesp.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Governo de SP cria canal na web para melhorar gestão pública

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009, 17h45 - TI Inside

A partir desta terça-feira, 3, os 700 mil funcionários públicos paulistas passaram a ter um canal exclusivo na internet para relacionamento, colaboração, discussões e aperfeiçoamento profissional. A Secretaria Estadual de Gestão Pública, por meio do Grupo de Apoio Técnico à Inovação (Gati), colocou no ar o portal da Rede Paulista de Inovação em Governo, conhecida como Rede iGovSP.

A proposta do portal é aproveitar o potencial de produção colaborativa da web 2.0 para divulgar e reproduzir boas práticas de gestão na administração pública e, ao mesmo tempo, incentivar a participação do servidor público, em especial dos que sugerem e executam ações localizadas e bem-sucedidas em seu ambiente de trabalho.

A Rede iGovSP também vai se integrar aos muitos serviços existentes na internet que produzem conhecimento de modo colaborativo, como a Wikipedia e o YouTube. Para isso, utiliza as ferramentas sociais da web 2.0, como blogs, wikis, comunidade virtual, fóruns de discussão e os serviços de mensagens curtas (SMS) por celular.

O portal (www.igovsp.net) traz notícias nos formatos de texto, podcast e vídeo. Um dos destaques é a comunidade virtual nósGov, semelhante ao site de relacionamento Orkut, que permite ao participante postar imagens e vídeos pelo celular.

Todos os serviços oferecidos são gratuitos e tutoriais passo a passo ajudam o usuário iniciante a se familiarizar com as ferramentas. A maioria das lições é transmitida por meio de vídeos curtos e ensinam tarefas simples, como criar um blog e postar comentários e fotos; produzir, editar e publicar vídeos e podcasts na internet; estruturar um wiki; fazer um perfil e interagir em comunidades virtuais e listas de discussões.

Inteligência coletiva

Roberto Agune, coordenador do Gati, aposta no compartilhamento de informações e na criação coletiva “como um meio para inovar, desburocratizar e aprimorar a gestão pública”. Segundo ele, o funcionário detém o conhecimento dos processos internos e dos serviços prestados pelo estado. “A meta é preservar e disseminar este saber acumulado, muitas vezes perdido com a aposentadoria de servidores. A ideia é aproveitar esse conhecimento para fortalecer o aprendizado e facilitar o trabalho das futuras gerações. E, em paralelo, incentivar órgãos, repartições e secretarias a identificar, planejar e executar ações neste sentido”, explica Agune.

A Rede iGovSP é uma ação estadual pioneira no país e é parte do Programa de Desenvolvimento Gerencial (PDG), instituído em 2004, que capacitou 10 mil gerentes públicos. Promove, desde 2006, ciclos de palestras e oficinas de criatividade para os servidores estaduais.

Mais da metade dos servidores paulistas têm curso universitário e 25% deles pós-graduação em conclusão ou em andamento. “É um capital humano bem-formado, que deve evoluir ainda mais por agora dispor de um ambiente próprio para compartilhar informações”, prevê José Antônio Carlos, consultor do Gati.

“Há muitas oportunidades para inovar em serviços públicos estaduais, como escolas, hospitais e presídios”, aponta Álvaro Gregório, também integrante do Gati. Como exemplo, cita a própria Rede iGovSP, construída sem custos por usar ferramentas de uso gratuito (software livre) disponíveis na internet, que também são as mais populares.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

USP lança portal com acesso grátis a conteúdo acadêmico

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008, 19h44 - TI Inside

A Universidade de São Paulo (USP) lançou novo portal de revistas com acesso gratuito a todas as publicações acadêmicas. O site é considerado uma biblioteca virtual e permite a consulta livre aos conteúdos em qualquer área do conhecimento. Nele, o usuário tem acesso aos periódicos por meio de lista alfabética dos títulos ou por índices de autor, assuntos e resumos. Os nomes das instituições e local de publicação também são chaves de acesso. Segundo a universidade, a inovação beneficiará alunos, professores e pesquisadores, bem como toda comunidade externa que procura por artigos e informações acadêmicas.

A iniciativa tem o objetivo de ampliar o ingresso dos usuários ao conteúdo, além de obter indicadores da produção científica e aumentar a visibilidade dos trabalhos em âmbito nacional e internacional. O portal ainda oferece barra de ferramenta de serviços que permite ao internauta aproveitar melhor o site. Entre as opções estão baixar o arquivo no formato PDF, saber as referências do artigo, formatos bibliográficos, tradução automática de texto e opções de enviar artigo por e-mail.

O portal tem certificação do sistema SciELO (Scientific Electronic Library On-line, ou biblioteca científica eletrônica on-line). Ele é considerado modelo para a publicação eletrônica cooperativa de periódicos científicos na internet. A criação do portal foi feita em parceria com o Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde, que cedeu o modelo SciELO de publicações de revistas eletrônicas. Atualmente, 30 títulos estão no modo on-line. A meta é oferecer todo o conteúdo e publicações na versão web, permanecendo com o conteúdo impresso ativo. Os demais títulos irão se somar à medida que atenderem aos critérios de avaliação da USP.

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Pesquisador defende software livre como 'ferramenta' para educação

quinta-feira, 30 de outubro de 2008, 20h21 - TI Inside

O pesquisador paraguaio Jose Alberto Villalba González defendeu nesta quinta-feira, em palestra na Latinoware 2008, o software livre como ferramenta para os países em desenvolvimento garantirem "autonomia e liberdade para qualificarem a questão da educação e do acesso à informação, de acordo com suas necessidades e praticamente sem custos".

Na palestra, sob o tema "Software livre no Paraguai", Gonzáles estabeleceu quatro aspectos centrais para a consolidação de modelos de software livre naquele e em outros países. O primeiro ponto sugerido é o estabelecimento de uma política institucional baseada em tecnologias abertas e livres. Esse modelo, segundo o especialista, deve ser implantado pelo poder público dentro da própria esfera governamental.

O quesito seguinte refere-se à socialização de redes de tecnologias digitais com código-fonte aberto. Ou seja, facilitar o acesso às ferramentas para o uso dessas tecnologias e mesmo a linguagem aplicada pelos desenvolvedores de programas e sistemas livres, para toda a sociedade. Neste aspecto, as universidades podem agir como mediadoras do processo. "Vejo nas universidades e faculdades um papel fundamental para democratizar esse saber e o acesso a esses instrumentos tecnológicos à comunidade acadêmica e a toda a sociedade", disse González.

Para atingir as metas, o pesquisador paraguaio destacou ainda a necessidade de o Paraguai implementar um plano de ação piloto na área de software livre e de sistemas de conteúdo programático e digital. Segundo ele, no momento o país desenvolve o projeto Arandu PY, considerado o programa central para a difusão da ideologia e das tecnologias ligadas aos modelos de informática de código aberto.

O programa funciona sustentado em uma grande rede digital espalhada pelas universidades do Paraguai, que desenvolvem em conjunto diversos projetos relacionados ao software livre. "Os países em desenvolvimento, como o Paraguai, precisam aprender a trabalhar com esses softwares, que darão autonomia e liberdade para qualificarem a questão da educação e do acesso à informação, de acordo com suas necessidades, praticamente sem custos", ressaltou González.

Na opinião do pesquisador, o quarto item para implantação de um amplo modelo de programas de software livre deve amparar-se no planejamento estratégico de tecnologias na área. Para isso, avaliou, um dos pilares para o funcionamento é o estabelecimento da infra-estrutura tecnológica no país. Isso pode ser obtido, segundo ele, através de parceria com outras nações que desenvolvem projetos nesse segmento, incentivando a criação de redes internacionais de sistemas de código-fonte aberto. "Essa, talvez, seja a melhor forma para mantermos uma rede avançada de compartilhamento de informações acadêmicas, científicas e de cunho investigativo", finalizou González
.

quarta-feira, 23 de julho de 2008

Os 5 Maiores Erros do Treinamento

Muitas vezes, o fracasso não é culpa do usuário. Especialistas recomendam que áreas de TI levem em conta seus próprios erros.

Por Redação do COMPUTERWORLD
22 de julho de 2008 - 09h00

Você implementou o Microsoft Windows Vista em toda a empresa e o help desk foi inundado com chamados. Soa familiar? O problema pode estar no treinamento. É natural TI jogar a culpa em usuários finais quando sistemas novos ou atualizados causam problemas, mas, em vez de acusar alguém, TI deveria levar em conta seus próprios erros de treinamento, aconselham os especialistas.

Um bom programa de treinamento pode ser uma vantagem competitiva, mas a gerência nem sempre está convencida dos benefícios que o treinamento tecnológico eficaz pode trazer para o negócio. “As empresas ainda não valorizam plenamente o treinamento”, lamenta David S. Murphy, fundador e diretor do quadro de associados da International Association of Information Technology Trainers (ITrain).

Conversamos com gerentes de TI, instrutores internos e terceirizados, defensores do setor e acadêmicos para descobrir os cinco principais erros que os profissionais de tecnologia cometem quando treinam usuários finais.

1 - Você não planejou o treinamento previamente

Os budgets de TI são examinados atentamente há anos e a verba destinada a treinamento tem sido uma das mais afetadas. Como resultado, muitas empresas não computam o treinamento do usuário final no custo total das implementações de sistemas e ficam lutando por financiamentos e recursos na extremidade final da implementação.

É consenso na indústria que um bom programa de treinamento deve tomar de 10% a 13% do gasto total, mas a maioria das empresas subestima o custo e os recursos, segundo Pat Begley, vice-presidente de soluções de aprendizagem da RDW Technologies, empresa de serviços profissionais que executa treinamento de usuários finais.

2 - Você não está sintonizado com seu público-alvo

Para que qualquer tipo de treinamento seja eficaz, não basta o instrutor ter domínio do material. Ele também precisa estar apto a se conectar com seu público e apresentar informações de maneira interativa e envolvente. O problema é que os profissionais de TI não são conhecidos por apresentar uma capacidade de comunicação fantástica e habilidades de gerenciamento “soft”.

Instrutores com fortes habilidades de comunicação e interpessoais são mais capazes de perceber seu público e talhar o treinamento para ele. Os profissionais de TI, por outro lado, podem estar tão à vontade com o assunto que correm o risco de apresentar o material de uma maneira excessivamente detalhada e técnica ou ao contrário, simplificá-lo demais.

3 - Você não seguiu modelos de treinamento padrões

Treinar uma comunidade de usuários vai muito além de mostrar a eles como utilizar uma nova área de trabalho ou realizar um relatório específico. Upgrades de sistemas importantes significam uma grande reviravolta no modo como os usuários trabalham e o treinamento de tecnologia deve ajudá-los a abraçar estas mudanças.

“Os usuários precisam se sentir à vontade com a mudança – eles precisam saber o que está acontecendo e de que maneira isso afeta seu papel”, um conceito ao qual a comunidade de treinamento se refere como “prontidão organizacional”, diz Begley. “TI, normalmente, não considera a prontidão organizacional como parte do treinamento. O que eles visam é criar competência.”

4 - Você está treinando fora do contexto do negócio

A área de TI está bastante à vontade com a tecnologia, mas o treinamento, muitas vezes, pára aí. Falta ensinar aos usuários como empregá-la para ampliar os modelos de trabalho tradicionais. Para fazer isso, os instrutores de TI precisam entender a operação de uma função de negócio específica, como marketing ou procurement, conhecimento que nem sempre eles possuem.

Menno Aartsen, ex-executivo de tecnologia, aprendeu a importância do contexto do negócio há alguns anos, quando treinou uma primeira geração de usuários de laptops nas três divisões da Verizon. A o invés de simplesmente ensinar aos usuários o que fazer com docking stations ou com dispositivos de memória USB, a equipe de treinamento demonstrou como a mobilidade proporcionada pelos novos laptops poderia ajudar os funcionários a se conectar remotamente à noite para continuar um trabalho ou pôr a papelada em dia durante o tempo de deslocamento, novas práticas na ocasião.

5 - Você se esqueceu de fazer parcerias com o negócio

Tendo em vista que grande parte do que constitui um bom treinamento ultrapassa o domínio de TI, é vital que o departamento de TI estenda a mão. Os departamentos de recursos humanos e os grupos de treinamento internos dedicados como a Unisys University são candidatos óbvios a parcerias que podem ajudar TI a colocar em seu currículo as metodologias de ensino formais e o contexto de negócio indispensável. Interagir com a comunidade de usuários é outra boa opção.

TI pode fazer uma implementação em fases para “super usuários” e, depois, capitalizar o feedback e o expertise destes para talhar o treinamento para os demais usuários. Este super grupo é a mesma comunidade que tende a se apoiar pesadamente em tecnologias web 2.0 como blogs e wikis, que podem desempenhar um papel importante no treinamento de tecnologia, dizem os especialistas. (tradução do Computerworld/EUA).

Postado Por Mauro Cesar (mauro.oliveira@vilelaleite.com.br)

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Pergunta do Dia

Como você descobre o que precisa aprender para atingir um objetivo?

Perguntas

Bom dia amigos do Espaço!
Andei sumido, e estava com saudade de participar!! Algumas questões pessoais me obrigaram a dar um pequeno desvio na rota, mas agora ta tudo certo!
Há alguns anos eu aprendi que as perguntas podem ser poderosas. Vivemos nos fazendo perguntas! Já notou isso? Mesmo que inconscientemente, pensamos a partir de perguntas que nos fazemos! O tempo todo.
Aprendi que ser você não achou ainda uma solução, o segredo é a pergunta que está se fazendo! Algumas perguntas são melhores ou mais eficientes que outras. Pergunta poderosa: resposta poderosa e fortalecedora. Pergunta fraca: resposta fraca e enfraquecedora.Elas, as perguntas, podem nos colocar em estados de recursos, ou em estados de ausência deles.
E por acreditar e usar isso, vou começar a diariamente postar aqui na lista e no blog Aprendizagem, uma pergunta diária sobre APRENDIZAGEM e DESENVOLVIMENTO.
Quero contar com todos para acharmos boas respostas!!
Podem responder aqui pela lista mesmo, e eu transcrevo no blog as respostas, assim podemos montar um bom repertório colaborativo.
Abraços!
André Mattos

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Conflito legal atrapalha ensino a distância, alertam especialistas

http://www.tiinside.com.br/
Quarta-feira, 18 de Junho de 2008, 19h17

A educação a distância tem cumprido um papel democratizador no ensino brasileiro, pelo fato de ampliar o acesso ao conhecimento de pessoas com menos recursos financeiros e que moram em regiões distantes dos centros urbanos. Essa foi a principal conclusão de deputados e outros participantes do Seminário Internacional sobre Educação a Distância, realizado na segunda-feira (16/6) pela Comissão de Educação e Cultura da Câmara dos Deputados.

Contudo, segundo os debatedores, o conflito de jurisdição entre a União, os estados e os municípios na regulação do setor ainda precisa ser revolvido. Para o presidente da Associação Brasileira de Educação a Distância (Abed), Fredric Michael Litto, "o papel do Legislativo é colocar a casa da educação em ordem, solucionando as controvérsias na autorização e certificação dos cursos”.

O presidente da Abed concordou com a opinião da gerente do Centro Nacional de Educação a Distância do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac), Anna Beatriz Waehneldt, de que os cursos flexíveis, ou híbridos, são a tendência para o futuro. Nesse tipo de curso, o aluno poderá acompanhar as aulas pessoalmente ou receber as informações por meio de instrumentos de multimídia e de outras ferramentas tecnológicas.

O deputado Carlos Abicalil (PT-MT) disse que a legislação brasileira é uma das mais avançadas sobre educação. Ele concordou com os palestrantes, entretanto, sobre a necessidade de aperfeiçoamento das regras do setor pela Câmara, por conta da complexidade do tema. "A maior dificuldade é enfrentar as vicissitudes do nosso sistema federativo. Temos regras concorrentes entre estados, municípios e União", resumiu Abicalil.

Segundo ele, o ensino a distância é um dos grandes temas que devem ser discutidos pela comissão. "As dimensões territoriais do Brasil, a necessidade de facilitar o acesso ao ensino superior e o aproveitamento da experiência das instituições devem ser levados em conta para aperfeiçoar as leis e formular políticas públicas consistentes", afirmou Abicalil.

O deputado disse acreditar que o ensino a distância é uma alternativa de educação por toda a vida, ainda que não se possa deixar de levar em conta que a academia é um lugar de convivência.

Mudança Cultural

O diretor da Universidade do Sul de Santa Catarina (Unisul) Virtual, João Vianney, ressaltou que, além dos conflitos legais, o controle da qualidade, a definição conceitual e trabalhista da atividade de tutoria e o reconhecimento dos diplomas são questões que ainda precisam ser resolvidas para melhorar os cursos.

A deputada Professora Raquel Teixeira (PSDB-GO) também afirmou que a alteração legislativa é necessária, além de uma mudança cultural para evitar o excesso de burocracia nos processos educacionais. Ela considera necessário enfrentar os preconceitos contra a educação a distância, que surgiram na época dos cursos por correspondência.

Segundo ressaltou a deputada, não é possível regulamentar da mesma forma o ensino em regiões que são muito diferentes.

Com informações da Agência Câmara. Da Redação